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 domingo, setembro 17, 2006

DUZENTOS E NOVENTA ANOS OU MAIS

Tudo que me resta é o medo. Aquele medo que chega de mansinho, sussurra no ouvido, diz que vai ficar só até a chuva passar, e vai se instalando, ganhando espaço, crescendo e, quando percebemos, já tomou conta de tudo que temos, somos, sentimos, sonhamos.
Não tenho mais certezas, apenas medo.
Medo de mim.

   posted by SanXien at 10:59 PM -

 quarta-feira, março 22, 2006

Dias de rei

"Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim
não sei por que razão tudo mudou assim
ficaram as canções e você não ficou.
Esqueceu de tanta coisa que um dia me falou
tanta coisa que somente entre nós dois ficou
eu acho que você já nem se lembra mais
é tão difícil olhar o mundo e ver o que ainda existe
pois sem você, meu mundo é diferente,
minha alegria é triste"
Todo mundo tem seu dia de rei. Nem que esse rei seja o Roberto Carlos, em suas músicas feitas para dias como este.

   posted by SanXien at 5:18 PM -

 terça-feira, novembro 29, 2005

Cartas antigas, escritas manualmente...

Nem em milhões de anos eu conseguiria definir a sensação que invade o peito num momento desses. Alegria? Orgulho? Tranqüilidade? Nem eu mesma sei.
Existe coisa mais gostosa que acordar com alguém cantando em seu ouvido: 'É, só eu sei quanto amor eu guardei, sem saber que era só pra você...' ?
Melhor que encontrar seu número é ser você o número dele.
É impagável!
Afinal,
All we need is love;
Money can´t buy me love...

   posted by SanXien at 5:13 PM -

 terça-feira, novembro 22, 2005

Porque incomodada ficava a sua avó!

Visitas ao dentista são sempre traumáticas, não importa o quanto os anos consigam amenizá-las. Você, homem feito, treme na base e sorri amarelo a cada novo encontro. Não por ser medroso, mas porque a situação é de extrema violência, convenhamos.
Colocam você deitado, com luz forte nos olhos, de babador. Vem um fulano todo cheio de apetrechos cirúrgicos (luvas, máscara, avental, touca) dar-lhe as boas vindas. Você se sente sendo operado de uma hérnia de disco, por via oral... Depois que sua boca já está aberta, e que nela repousa um sugador (que, pela potência do barulho, parece estar recolhendo conteúdos intestinais), o maldito resolve querer conversar, achando que amenizará o impacto das britadeiras, furadeiras e betoneiras, que utilizará em seus pobres dentinhos. Acontece que eles ainda não perceberam (os dentistas!) que só aumentam a angústia do paciente, fazendo-lhes perguntas para que não sejam respondidas. Bem, vá lá, é pela sobrevivência dos sorrisos, que já andam tão escassos.
O criminoso (raciocine comigo: alguém que enfia uma furadeira em outro alguém, e ainda recebe por isso, não só é criminoso, mas um capanga de aluguel! E o pior, VOCÊ é o mandante do crime!) vem contente com suas brocas e, mesmo sabendo que vai causar-lhe aquele incrível e delicioso 'choquinho', faz questão de esperar que você grite para então se dar o trabalho de abrir suas mil gavetinhas, encontrar jogada em uma delas aquela odiosa seringa metálica, e torturá-lo com o saboroso aroma cítrico da xilocaína do algodão. Não sei o que fere mais: a visão da seringa ou o gosto de laranja que gruda no céu-da-boca seco, e que parece que nem com mil deglutições consecutivas vai desimpregnar.
Ok. O problema da dor foi resolvido. Mas não o da aflição gerada pela sensação de ter seu dente lixado - aquilo causa arrepios intermináveis. E você é obrigado a ficar quieto, diante dessa cena inescrupulosa, metade movido pela vontade de que aquilo seja um pesadelo e você logo acorde; metade atemorizado pela lenda de que a broca pode escapar e arrancar sua língua ou transpassar sua bochecha. Eis que chega a parte final...
Antigamente, os consultórios eram equipados com mini-betoneiras que cuspiam uma bolinha cinza, a qual era imediatamente usada para cimentar os restos mortais daquilo que você chamava de dente, até os cinco minutos anteriores ao extermínio. Eu achava até divertido, encontrava naquilo algo de mágica (como a caixa liberava a bolinha, se nada havia sido colocado?) enfim, coisas do mundo infantil. Porém, nas últimas décadas, essa bizarrice foi substituída por algo absolutamente normal: após pincelar seus dentes com líquidos extremamente amargos (e que grudam na mucosa tanto quanto a xilocaína), aquele a quem você chama dentista enfia, por assim dizer, na sua boca, algo parecido com um secador de cabelos. Como se já não bastasse o inconveniente, aquele brinquedo funciona simplesmente soltando raios de luz azul! Dá pra conceber algo desse tipo? Seus dentes são obturados com pincéis venenosos e secadores de cabelos ultra-cósmicos!
Quando tudo termina e você é avisado não só do valor da aventura intergaláctica, mas também do tempo de duração da anestesia, você precisa se segurar para não voltar a se ver deitado naquela cadeira nos próximos segundos, atingido por uma crise de nervos alegóricos, que montaram uma bateria de escola de samba e fizeram seu coração de bumbo. Algumas horas depois, já parcialmente recuperado, e três horas a mais esperando a anestesia passar, você se depara com uma das últimas etapas do seu sofrimento: aquela coceira incoçável, não localizável, profunda e gelada, que o término do efeito lhe traz. Tudo coça, desde o olho até o pescoço. Você tenta encontrar o lugar específico e vai de encontro a lugares ainda inanimados. Daí me pergunto: 'como posso sentir coceira num lugar que nem ao menos estou sentindo?' Pra rebater a tristeza, costuma-se assaltar a geladeira mais próxima para saber qual a graça de comer sem sentir a boca. Tudo é lindo e engraçado, até que o efeito enfim passa e você se descobre autofagocitando parte de sua bochecha...
Costuma-se terminar dias como esse em profunda depressão. Tudo o que você queria era acabar com as ferozes agulhadas e, no fim, você descobre que trocou seis por meia dúzia: suou frio, sentiu-se um idiota, foi tratado por um marciano com pistola laser, ficou bem mais pobre, passou um dia inteiro com a sensação de ter o rosto completamente desfigurado e escorrido, comeu metade de sua mucosa bucal... E o pior, para no dia seguinte comer um caramelo e descobrir que obturações não são à prova de 'piche'.

   posted by SanXien at 4:19 PM -

Ao meu pai herói

Muitas perguntas foram feitas ao longo dos anos, na tentativa de construir dentro desse peito algo que pudesse chamar de 'meu super-herói'. Até o dia em que me dei conta, diante de um espelho, do quanto não precisava buscar em volta. Bastava apenas olhar para frente, dentro dos meus próprios olhos, para ter tudo o que sempre achei ter perdido em alguma curva do caminho... Sou toda você, pai. E gosto do que sou. Gosto porque fui delineada por suas palavras, fui guiada por suas mãos.
Entender como funciona a mente de alguém brilhante continua sendo um dos meus maiores desejos e também desafios. Como compreender de fato, intensa, profunda e verdadeiramente alguém que, em segundos, se transforma de pão-de-ló em granito, com descarada naturalidade? Qual a melhor maneira de lidar com seu humor sutil e ao mesmo tempo cortante? O que fazer em casos de total divergência de pensamentos? Como demonstrar e, ainda mais importante e difícil, como perceber demonstrações de carinho sem deixar que haja aquela névoa de admiração, medo e amor que nos torna irracionais?
É a primeira vez que tomo conhecimento de mudanças em sua vida profissional. Por falta de aviso ou de consciência, não sei bem ao certo. Acontecimentos longínquos tornam-se difusos demais para poder utilizá-los como defesa para qualquer afirmação. Não importa. Sempre quis saber do que era feito, profissionalmente, meu contador de histórias, meu desde-sempre-pai-grisalho (para mim, é como se já tivesse nascido com cabelos brancos). A cor dos cabelos (ou seria mais correto dizer a falta dela?) sempre sinônimo de sabedoria, de experiência; os seus cabelos sempre a nos conduzir, orientar.
Não sei dizer quem é o 'Sr. Fábio Imperial' fora de sua própria sala de visitas. Mas amo, mesmo assim, acima de tudo e com brados, o fato de ter seu sangue azul. Não me importa o que digam, ou quanto. Vou fazer 'cara-de-conteúdo' a cada explicação que ouvir sobre você-juiz, você-desembargador, você-de-toga, ou seja lá o que for. Sei que é um excelente profissional e que, como tal, está recebendo os louros por aquilo que cultivou. Agora sou duplamente orgulhosa: estou dividindo o super-heroísmo com os outros, e isso me faz feliz. Eu tenho um pai que admiro e amo e, nos tempos vagos, deixo que ele seja desembargador.
Obrigada por todas as sementes que plantou, pela paciência que teve para regá-las e adubar a terra; pela insistência em não arrancar os galhos aparentemente secos.
Parabéns pelos belos fruto e flores que trouxe à Terra. Obrigada por ter você. Parabéns por ser tudo o que é!

   posted by SanXien at 4:15 PM -

Pseudo-coisas do coração

As pessoas perderam a vergonha de dizer TE AMO umas pras outras. Será que o tal sentimento anda mesmo em voga, ou simplesmente banalizaram o termo?
Sempre tive medo de usar tal inscrição, porto que soubesse a profundidade de seu significado. Aprendi que amar era algo quase infinito, quase divino. Eis que, de uns tempos pra cá, ouço eu-te-amos a torto e a direito, vindos dos quatro cantos da Terra. Seja entre colegas (ei, eu não disse amigos!); nos romances de praia (por Deus, eles nem ao menos sobem a serra; isso quando passam de uma noite!); entre pessoas abaixo dos dezesseis anos...
Será que o conceito de amor mudou e só eu não percebi? Ou fui a única que não aprendeu a 'amar'? Seja como for, vai chegar um tempo no qual as pessoas terão de inventar outro termo pra designar isso que chamo amor. Porque como tudo o que existe, terá sido também modificado, 'transgenicado'. E serei uma daquelas avozinhas saudosas, que contam suas histórias começando por 'no tempo em que amor queria dizer outra coisa'...
Não sei o que virá, ou o que esperar. As voltas do mundo estão cada vez mais rápidas e nem sempre sou capaz de acompanhá-las. Ao menos, com o novo ou o velho significados, poderei morrer dizendo que amei. E, afinal, não é isso que importa?

   posted by SanXien at 4:12 PM -

 segunda-feira, julho 25, 2005

Noites

A chuva e a janela fazem parte do cenário.
Toda vez que chove, meu coração aperta.
Sempre que aperta a chuva, acelera o coração.
Todo coração acelerado pede uma janela.
Cada janela tem sua dose culpa.
Toda culpa pede chuva, limpeza.
Toda limpeza dói.
Dores fazem crescer.

queria ficar criança por mais tempo...

   posted by SanXien at 12:52 AM -

Oftalmologia

Foi engano? Desculpe, errei o número.

Esperamos, sempre, profunda e sinceramente por algo ou alguém que corresponda.
Enquanto isso não acontece, nos resta colocar o fone no gancho, após delicadamente nos desculparmos pelo incômodo.

Boa noite.

   posted by SanXien at 12:42 AM -

pour tous les jours de la vie

Cansando e vivendo
rodando e dormindo
cagando e andando

blefar e chorar
tirar e amar
pensar, catastrofar

aprender
conviver
desaparecer
foder.

Não ter alguém pra amar dói. E muito.

   posted by SanXien at 12:38 AM -

Odeio perder posts!

Fiquei tão raivosa quando perdi o último post que não tive nem coragem de escrever depois...Mas estou voltando. Aos poucos, mas estou.

   posted by SanXien at 12:37 AM -

 quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Excelentíssimo Senhor Desembargador

Hoje é a posse do Sr. Fábio Imperial. Fico feliz por ele, lógico. Mas estaria mais feliz por ser filha de desembargador E aluna da medicina.

   posted by SanXien at 10:13 AM -

 domingo, janeiro 16, 2005

Pobre paulista

Férias são sempre ótimas, principalmente se passadas em Island in the Sun. Conheci pessoas intrigantes; reencontrei antigas paixões. Descobri novas maneiras de lidar com velhos problemas. Fugi. Voltei. Rolei na areia e entrei no mar. Dormi na rede, com direito a cafuné.

Voltar nunca é a melhor opção, mas a única certa. Sempre fico pensativa ao chegar em casa. Sempre me digo o que nunca mais farei, só para repetir no ano seguinte.
Em Island in the Sun, a virada do ano é uma festa mágica, restrita, inigualável. Chega a cansar, de tão boa que é.

É o único lugar que nos põe em contato com o que verdadeiramente somos, e isso assusta.

   posted by SanXien at 11:49 PM -